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Tratando-se de liberalização das importações brasileiras, este processo sofreu profundas alterações a partir do final da década de 80, um processo de liberalização comercial.

Em 1.988 foram adotadas as primeiras medidas neste sentido, com a redução de alíquotas, vindo a consolidar-se na década de 90, com a eliminação na maior parte das restrições não tarifárias e redução das alíquotas.

O Plano Real veio a colaborar, no sentido de atualização do parque fabril brasileiro, já que com o Real equiparado ao dólar, às empresas poderiam importar equipamentos de ponta apesar do alto custo nas alíquotas de importação assim como na demora para liberação de maquinas importadas, e assim tentarem se tornar competitivas no mercado globalizado, restando aos governantes a parte da política.

Em 1996 houve uma intensificação no processo de importações das empresas brasileiras com as indústrias, importando diretamente da Ásia, em especial da China, com melhores preços nas MATÉRIAS PRIMAS e a abertura entrou em uma nova fase, com avanços e recuos ditados pela necessidade do controle de preços, através de medidas provisórias do Governo Federal concedendo alguns incentivos para a competitividade, levando a um recuo no preço de várias matérias primas nacionais.

Até 2.005 a indústria até conseguia condições de competitividade com artigos importados, principalmente chineses, mas pelas altas taxas tributárias e excessos de obrigações às empresas brasileiras, que se assemelha a uma punição, o processo de importação não mais seria interessante para adquirir máquinas e equipamentos e tornar a produção nacional competitiva, mas sim iniciou-se a importação do produto acabado. O resultado pode ser constatado, quando se anda pelas estradas e vê-se o alto volume de “ruínas vende-se e aluga-se” onde eram até então as indústrias nacionais, que empregavam e traziam receita ao próprio governo.

A partir de 2.006 , não se sabe o porquê, houve uma invasão clandestina de chineses no Brasil; chineses estes, sem vínculo ou visto, sem qualquer contribuição fiscal com o tesouro, tal qual um imigrante ilegal e com total acesso ao que o brasileiro cumpridor de suas obrigações tem.

Tais imigrantes iniciaram um processo de abertura de lojas e distribuidoras , conhecidas por “R$1,99”, vendendo produtos baratos, alastrando-se por todo o Brasil. Começa-se a constatar que estes “lojistas” vêm ocupando, cada vez mais, locais tradicionais, como por exemplo, a tradicional “25 de março”

Fato que gera uma curiosidade é de onde vem os recursos para altíssimos investimentos em pontos comerciais supervalorizados, ou até mesmo grandes prédios que se tornaram “shopping-centers”, como as tradicionais “Galeria Pagé” ou “Shopping 25 de Março” ou “Shopping Oriental” na cidade de São Paulo?

Outro exemplo, ainda na cidade de São Paulo, é o Canindé; tradicional região com concentração no comércio de utilidades domestica e peças para fogão, hoje também se constata que tais “lojistas” investiram maciçamente nesta região.Os valores praticados são: Pontos acima de R$ 300mil. Aluguéis acima de R$ 40mil!

Como pode se dar este fato: Um imigrante asiático fugindo da pobreza e o desemprego, dispor de tais somas para estes investimentos e ainda se soma os recursos para a aquisição dos produtos a serem comercializados e se tornarem rapidamente em poderosos empresários?
Interessante também é que todos os produtos são fabricados na china, tipo um canal de distribuição, a “desova” da produção chinesa no Brasil.

Interessante também é que se você procura pelo comprador, para oferecer algum produto, se fazem de desentendidos: “no etendo no coneço”. Dizem que não conhecem o comprador, que não falam português enfim se esquivam de toda forma.

Em 2.000 , iniciou-se uma feira num pavilhão, também na cidade de São Paulo, duas vezes ao ano, chamada inicialmente de “Feira 1,99 Brasil” e hoje “Feira Brasil de 1a99”. Sempre foi um sucesso incrível, tanto para o idealizador, merecidamente, como para os expositores.

Nela existia uma Avenida, AVENIDA DOS FABRICANTES -ONDE NO INÍCIO EM 2000 EXISTIAM EMPRESÁRIOS BRASILEIROS = FABRICANTES E IMPORTADORES NACIONAIS.

Hoje continua a se chamar, AVENIDA DOS FABRICANTES – PORÉM SOMENTE SE ENCONTRANDO  IMPORTADORES CHINESES. 

Fatos a se considerar preocupantes e se observar neste processo:

1º O preço dos produtos por eles (chineses) praticados não condizem com a realidade, sendo até 40% menor que o importador nacional consegue vender.
Como isto acontece? O empresariado brasileiro já mostrou sua competência em se estabelecer num cenário que requer em todo âmbito, quer fiscal, quer logística, etc. maestria, habilidade,jogo de cintura, criatividade etc.
-Como é formado os custos dos produtos para os Chineses?
-Como chegam aqui estes produtos?
-Quem fabrica estes produtos? Não se identifica o fabricante ou importador.
-Na realidade estes lojistas/distribuidores são filiais de indústrias chinesas aqui em nosso país.

2º. Num processo de importação da China, de um determinado produto, o custo é U$0,20 (vinte centavos de dólar) considerando 70% de impostos de importação e frete o custo fica em US$0,34 (Trinta e quatro centavos de dólar) US$ 1 base R$2.30. Custo final no chão do deposito R$ 0,78 ( setenta e oito centavos de real).
Um destes tais “lojistas” importador chinês, vende no varejo ao consumidor final ao preço de R$ 0,80 (Oitenta centavos de Real)e a R$ 0,65 no atacado. Como explicar???

Como agravante, o produto não tem qualquer identificação ou aprovação do INMETRO na embalagem. Fato que já foi denunciado inúmeras vezes ao INMETRO sem qualquer ação até o momento, sendo que um produto nacionalizado, sofreria sérias consequências por deixar de especificar um único senão.

A indústria nacional, embaladores e importadores nacionais, tem sido fruto de fiscalização criteriosa com inúmeros recolhimentos de produtos e autuações improcedentes e se comparado aos importadores chineses chega a ser inescrupulosas. Verdadeira “caça aos empresários brasileiros”

3º Ao se conversar com os fiscais do INMETRO sobre os produtos chineses que nem ao menos identificam os produtos o argumento é:
-Quem se vai Multar?

4º O pronunciamento da Presidente Dilma no lançamento do programa Brasil para Todos, foi que daria maior autonomia para o órgão INMETRO, e que a partir daquele instante o órgão seria o defensor da indústria nacional.
O que se constata é exatamente o oposto. A partir daquele instante o órgão seria o EXECUTOR DA INDÚSTRIA NACIONAL.

5º Também se pode observar que todos os funcionários do alto escalão do INMETRO são do Rio Grande do Sul, nomeados pelo governador, sendo o Inmetro mais irredutível e sem ponderação nas decisões, chegando ao abuso da autoridade, autoridade esta que deveria ser servidora.

Fato demonstrado na postura quando apresentados, após notificação, ao responsável pela normatização do Órgão, todas as defesas referente aos produtos assim como a multa de cada um deles. Apoiados na (CIRCULAR 004) onde a mesma foi feita e redigida pelo presidente do Inmetro e publicada em 23 de Janeiro de 2009, que diz o seguinte:

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Argumento dos fiscais a respeito desta circular: -Circular 004 SUGERE, NÃO MANDA, fazemos o que achamos que devemos fazer. Insubordinação e desrespeito.

6º O empresariado brasileiro mostra sua competência ao sobreviver num cenário que não o beneficia frente ao mercado globalizado, gerando emprego e recursos ao tesouro, movimentando a economia que movimenta o pais,além disto tem que repassar custas jurídicas ao produto que se torna INcompetitivo frente a deslealdade no mercado apoiado por aqueles que deveriam protegê-los.Isto dito por Dilma: ”O Inmetro será de agora em diante um órgão defensor das indústrias nacionais”.
Não obstante o INMETRO cadastrar as empresas nacionais no CADIN. (Cadastro de inadimplentes de impostos federais) Feito isto, perde-se o crédito nas instituições bancárias, sem capital de giro gera atrasos, inadimplência e posterior cadastro ou negativação nas empresas de proteção ao crédito, restando pouco a se fazer nesta situação de impotência diante de tamanho descaso e ainda apoiado por aqueles que deveriam protegê-los.Novamente repetindo o que a presidente disse:
”O Inmetro será de agora em diante um órgão defensor das indústrias nacionais”.

Dois pesos e duas medidas. Como explicar fiscalizar indústrias Nacionais e multá-las e ao mesmo tempo os produtos destes “lojistas chineses” continuam sendo comercializados impunemente sem cumprir as exigências cobradas dos brasileiros simplesmente destruindo nossas indústrias e acabando com o emprego nacional.
O Resultado não pode ser outro, recessão, falta de emprego, diminuição nas contratações, desânimo dos empresários e falta total de perspectiva.

O mercado de trabalho se enfraquece em ritmo assustador. A criação líquida de postos de trabalho em maio/2014 foi de 58.836, trata-se do pior mês de maio desde 1992.
O consumo é vinculado ao emprego. Empresas com dezenas de anos de atividades, que já empregaram mais de 200 funcionários, hoje, com as vendas as mínguas empregam três funcionários as vésperas de encerrar as atividades.
O governo só enxerga a economia apoiada nas montadoras,mas o comércio de veículos já está retraído.Quem tinha que comprar já comprou, agora o que está acontecendo são os bancos repossessando estes veículos em detrimento da inadimplência nos pagamentos das parcelas. O mercado nacional é muito maior que este em especial , com muitos outros produtos existentes a se comercializar e com um numero enorme de industrias órfãs do governo e o consumidor necessita de emprego caso contrário aonde encontraremos consumidores.
As Pequenas Indústrias e o Comércio em geral necessitam da atenção dos governantes com política de preservação, é só não atrapalhar que ajudaria muito.
Hoje infelizmente de cada 10 produtos comercializados no mercado interno 8 são fabricados na China ou na PRC-REPÚBLICA POPULAR DA CHINA.
É iminente e urgente a ação governamental para recompor o parque fabril nacional, que se mudou para o oriente, fazendo com que as indústrias nacionais voltem a produzir, gerem emprego e recomponham a economia. Avaliar as condições expostas anteriormente sobre os “lojistas” que competem deslealmente e predatóriamente com o empresariado brasileiro e a quem interessa esta situação.
Infelizmente este assunto não é relatado na mídia, que com pacotes de propagandas milionárias que empresas “sem dono” pagam , investem e mantém as principais emissoras,mostrando assim outros interesses e não os de valor para o povo.
Todas estas situações geram sérias consequências a nação, uma delas os próprios “lojistas” já estão experimentando, o maior índice de assassinato no Brasil hoje é na Região da 25 de Março-São Paulo, entre as gangues chinesas disputando o poder. Porque será que este fato não é divulgado pelas emissoras Televisivas?? Talvez por não haver interesse na divulgação.Interesse este excuso.

Continuando, segue abaixo um resumo do futuro que nos espera, com este governo excuso e omisso. Todo este relato é totalmente apartidário, a visão é empresarial.
Pensando , escrevendo e relatando fatos comerciais e industriais somente.

Em futuro bastante próximo, todos nós (pessoas físicas e empresários) seremos bastante afetados em nossas finanças e até mesmo sobre nosso modo de vida.

Há uma crise muito grave se aproximando e ela encontra suas raízes no colapso do sistema financeiro de 2008, cujo ápice é marcado pela quebra do centenário banco norte-americano Lehman Brothers e pelo consequente caos em Wall Street.

Para tentar neutralizar impactos do tsunami externo por aqui, o Brasil abandonou os pilares tradicionais de política econômica criados nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso e seguiu uma série de medidas heterodoxas (Governos do PT), com implicações trágicas.

Para nosso caso, os problemas a ser vistos nos próximos meses serão muito piores do que os vivenciados em 2008.

Naquela época o então presidente da república, classificou a crise de seis anos atrás como uma marolinha para o Brasil, desta vez não existirá espaço para qualquer metáfora parecida.

Teremos em breve uma disparada da inflação, aumento destacado do desemprego, interrupção do crédito, maior endividamento da população e grande salto do dólar. Esta análise é fria e estritamente técnica.

Não pensem que eu sou uma pessoa pessimista; aqueles que me conhecem a mais tempo sabem que sou um empresário entusiasmado e otimista e por isto estou bastante preocupado com os meus parceiros e obviamente comigo também. Dito de outra forma, você estará preparado quando esta crise se materializar?
Acredito que nós, como brasileiros, estamos prestes a observar um verdadeiro colapso no nosso sistema econômico, com desdobramentos relevantes sobre o cotidiano de cada cidadão.
Basicamente, há cerca de cinco anos, o Governo brasileiro mudou dramaticamente sua política econômica. Passamos a desafiar décadas de um conhecimento acumulado e consolidado em macroeconomia. Abandonamos o pilar ortodoxo para nos render à maior intervenção do Estado (Governo do PT) na Economia em uma economia pautada no assistencialismo (Bolsa Família) e ao estímulo excessivo ao consumo (redução das alíquotas de IPI para comprar carros).

E qual foi o resultado?

Falência das contas públicas e impossibilidade das famílias continuarem aumentando o consumo na velocidade que o governo necessitava.

O Brasil tem queimado suas reservas de maneira sistemática. O total de suas despesas supera suas receitas. Pior ainda, a diferença em desfavor das receitas tem aumentado.

O déficit nominal brasileiro, que mede esta relação, chega em 4% ao ano e as contas públicas tiveram em maio de 2014 o pior resultado da história, mesmo com uma contabilidade nacional bastante criativa (falcatruas) e uma porção de receitas extraordinárias.

A sustentabilidade das contas do governo está em risco, como fruto de uma política deliberada de aumento dos gastos públicos, além da maior corrupção já vista na história do Brasil.

Talvez você discorde sobre o quão ruim está a situação da economia brasileira. Eu respeito sua opinião. Peço, porém, que considere os seguintes pontos – todos os dez elementos estritamente factuais:

1 – O crescimento médio do PIB no governo Dilma, se confirmadas as projeções de consenso para 2014, deve ser de 1,8% ao ano. Veja: esse é o pior resultado desde o governo Collor. Temos a primeira evidência empírica e incontestável de que retornamos a condições anteriores a 1994.

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Até 2013, mesmo sem considerar o resultado pífio previsto para este ano, observamos o crescimento mais baixo desde a Era Collor.
2 – A inflação tem sido persistentemente alta e acima do centro da meta, de 4,5% ao ano. Simplesmente, temos ignorado esses 4,5% e observado, de maneira sistemática, uma inflação beirando o teto da meta.
A imagem abaixo ilustra bem o argumento:

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As estimativas para a inflação oficial de 2014, conforme levantamento do próprio Banco Central junto a agentes de mercado, rondam exatamente os 6,50%, teto da meta. E até mesmo o Relatório Trimestral de Inflação, do nosso BC, projeta 6,40% para este ano, colado nos 6,50%.

A rigor, em 12 meses, já estamos acima da meta. No intervalo encerrado em junho, a inflação foi de 6,52%.

Para 2015, a situação não é muito diferente. A mediana das projeções dos economistas também aponta inflação próxima a 6,50%.

Sim, há coisas ainda mais desagradáveis a respeito da inflação. Já teríamos estourado o teto da meta não fosse pelo controle de preços. Ou seja, estamos artificialmente maquiando a inflação, ao represar alguns preços, com exemplos mais claros nos setores de energia e combustíveis.

Sem desonerações, a inflação ronda 8,50% ao ano. O próprio governo admite controlar preços, sem nenhum tipo de constrangimento. Em entrevista à Folha de S. Paulo em 14 de maio, o ministro Mercadante reconheceu que o governo controla preços de combustíveis e energia elétrica.

O setor de etanol foi simplesmente destruído pelo controle deliberado do preço da gasolina. Transcrevo abaixo o que diz matéria do jornal Valor Econômico, do dia 17 de junho de 2014:
“A indústria de etanol do Brasil enfrenta tanto pressões de aumento do custo da terra e da mão de obra, como se tornou uma vítima não intencional do controle de preços da gasolina para frear a inflação, avalia a Agência Internacional de Energia. No Brasil, a AIE nota que o aumento da capacidade de produção de etanol estagnou, várias usinas foram fechadas e mais capacidade pode estar em risco.”

3 – As contas públicas estão completamente desajustadas, de tal sorte que o Governo brasileiro vai, em breve, encontrar grandes dificuldades para se financiar. Ou seja, as taxas de juro devem subir com vigor, impactando fortemente o orçamento das famílias e a capacidade de crédito.

4 – O resultado de nossas relações com o resto do mundo, que já era péssimo, fica cada vez pior. O chamado déficit em transações correntes, medida do saldo de nossas contas com o exterior sem considerar as movimentações de capital, vem crescendo sistematicamente e atinge níveis preocupantes. Em maio, o déficit brasileiro em conta corrente montou a US$ 6,635 bilhões, o mais alto para um mês de maio em toda a série histórica.

5 – O mercado de trabalho se enfraquece em ritmo assustador. A criação líquida de postos de trabalho em maio foi de 58.836, Trata-se do pior mês de maio desde 1992.

6 – Estamos à beira do apagão.

Os analistas do banco Brasil Plural escreveram relatório recentemente apontando uma pequena chance de 100% de racionamento de energia ainda em 2014.
7 – A Petrobras foi simplesmente destruída.

Quando se impede o reajuste de preço da gasolina, A Petrobras se vê obrigada a comprar produtos por um preço superior a seu preço de venda.

O resultado? Queimas sucessivas de caixa Mais uma conquista para o Brasil: A Petrobras apresenta hoje a maior dívida corporativa de todo o mundo.

8. Com inveja da Petrobras, a Eletrobrás, outra estatal relevante, também foi destruída. Suas ações simplesmente derreteram em Bolsa.

9. A indústria brasileira fica menor, a cada dia com facilidades concedidas pelo governo brasileiro à China; assunto abordado por mim em outra comunicação.

10. O Cambio está irreal! A política cambial brasileira tem sido desastrosa. Simplesmente ignoramos o pressuposto do câmbio flutuante. Primeiro, a tentativa do Governo era depreciar o real, para poder aumentar a competitividade das nossas exportações e estimular a indústria. Dá-lhe IOF e coisas parecidas.

Agora, o Banco Central usa o câmbio como instrumento de combate à inflação, deixando claro nas atas de suas reuniões que precisa do dólar a R$ 2,20 para manter a Selic no nível atual.

A turma de Alexandre Tombini (presidente do BC) vem sistematicamente vendendo dólares (de forma direta ou por meio de swaps cambiais) para impedir a inflação.

Com isso, reduz reservas internacionais num momento de farta liquidez global. Estamos queimando munição quando mais precisaríamos guardá-la. Em minha opinião o governo não vai conseguir segurar por muito tempo essa taxa do dólar e com muito otimismo eu acredito que em meses ela ultrapassara o valor de R$ 2,50. Os mais pessimistas falam em R$ 2,70 ou até R$ 2,80. Isto não dá para prever, mas todos nós sabemos que o dólar alto causa inflação e reflete no aumento da taxa Selic.

Com tudo isso, tornamo-nos cada vez mais frágeis às vésperas do início do ciclo de alta das taxas de juro pelo mundo. Quando efetivamente precisaremos vender dólares, estaremos com nível de reservas no limite. De novo, vai faltar dólar.

E para finalizar a minha reflexão, existe ainda a questão fiscal e não foi à toa. O ajuste fiscal é a cereja do bolo. A política fiscal brasileira tem sido ultrajante, não havendo qualquer tipo de consolidação, muito menos amigável ao investimento. O governo tem, cada vez mais, ocupado o espaço do investimento privado, sem ele mesmo preencher adequadamente essa lacuna.

A agência internacional de classificação de risco Standard and Poor’s já rebaixou o rating brasileiro, de forma que, na opinião da agência, há um maior risco de que o país dê um calote em sua dívida. E a agência Moody’s acaba de alertar para a mesma possibilidade, caso o próximo governo não tome atitudes severas. A situação certamente já não é boa. E deve piorar muito mais. A Economia é impiedosa. Se você comete erros de política econômica, não passa impune.

Os preços administrados (principalmente combustível e eletricidade) terão de subir após as eleições porque o governo vem represando todo tipo de tarifa pública há dois anos. A conta deverá ser parcelada porque, se subir tudo de uma vez, a inflação das tarifas pode chegar a 14% em 2015.”

Prezado parceiro, talvez você ainda esteja cético sobre a possibilidade dessas coisas acontecerem aqui e agora. Deve estar falando, o Pellegrino está louco e filosofando, mas eu posso lhes garantir: tudo isto já está acontecendo!

A inflação brasileira já estaria acima da meta e beirando os 10% ao ano caso as tarifas de energia e os preços da gasolina não estivessem sendo controlados.

Resumindo: O que você pode fazer para proteger a si, a sua família e principalmente a sua Distribuidora e ainda por cima crescer e ganhar muito dinheiro?

1º – Praticar uma política de preços competitivos com um Mark-Up entre 125 e 150 % (máximo), que ainda assim é expressivo e em alguns casos deverá ser reduzido para a sobrevivência da sua Distribuidora.

2º – Fidelizar seus clientes através de contratos muito bem formatados e com um atendimento excepcional. Fazer tudo aquilo que o concorrente não faz.

3º – Eliminar do seu quadro todos aqueles que não conseguem se pagar, que não dão retorno. Pense, sempre será possível reduzir despesas com o seu pessoal indireto.

4º – Investir somente naquilo que irá trazer retornos, no máximo em médio prazo. Não queime suas reservas. Investir é muito bom, mas nesse momento somente com retorno certo e garantido. Ninguém deve investir aquilo que não tem.

5º – É hora de rever todos os contratos com prestadores de serviços.

6º – Não sangre sua Distribuidora em prol de vaidades e investimentos pessoais. Não é momento para isto! Em minha opinião teremos um período de “vacas magras” pela frente. Não abuse!

7º – Caso tenha que investir, invista na sua equipe de vendas e diversifique ao máximo sua área de atuação. Não foque somente um segmento de mercado, se possível atue em todas as frentes possíveis.

8º – Procure ganhar nos volumes e não somente na margem.

9º – Tenha uma política comercial para cada segmento, conforme já mencionei em minha última comunicação. Os mercados e os segmentos são diferentes e com percentuais de ganhos diferentes.

10º – Elimine o fútil e o supérfluo e procure fazer alguma reserva (poupança), se possível em moeda estrangeira, eu sugiro o dólar, pois ele vai se valorizar e muito! Não investir em imóveis, os preços vão desabar em curto e médio prazo.

É possível atravessarmos esta crise que está se desenhando e de fato já existe, porém é necessário muito estudo, planejamento e sabedoria para isto.